13 janeiro, 2011

Meta de leitura para 2011


Vou responder um meme que peguei no blog da Nat Puga sobre as metas de leitura para 2011, e espero conseguir ler tudo que estou planejando! Ainda porque, esse ano tenho vestibular, cursinho e último ano do ensino médio, ou seja: não vou ter vida social e tempo para nada, mas mesmo assim...

Meta de Leitura: 50 livros
Primeiro do ano: The Bell Jar, da Sylvia Plath
Gênero que vou ler mais: YA e Drama
Gênero que vou ler menos: Chick lit
Lançamento internacional mais aguardado: Damned do Chuck Palahniuk.
Lançamento nacional mais aguardado: Não tenho idéia!
Lançamento de livro brasileiro mais aguardado: Não consigo pensar em nenhum... Meu escritor preferido nacional é o Caio Fernando Abreu, e como ele não está mais entre nós, não leio mais tanta literatura brasileira.
Continuação de saga mais aguardado: Não estou lendo nenhuma saga no momento.
Final de saga mais aguardado: Não estou lendo nenhuma saga no momento.
Próximas compras: Já encomendei na Cultura meu Paper Towns e An Abudance of Katherines do John Green, Valley of the Dolls da Jacqueline Susann e quero muito ler vários livros do Chuck Palahniuk.

Resenha: O Apanhador no Campo de Centeio, J.D. Salinger

Vou falar de um livro que se você ainda não leu, levante a bunda da cadeira, vai no sebo/livraria mais próximo e VÁ LER. Não só porque é um dos meus livros preferidos, mas porque é um dos livros mais importantes da literatura americana.


Sinopse: À espera no centeio (O Apanhador no Campo de Centeio na edição brasileira) narra um fim-de-semana na vida de Holden Caulfield, jovem de 16 anos vindo de uma família abastada de Nova York. Holden, estudante de um reputado internato para rapazes, volta para casa mais cedo no inverno depois de ter recebido más notas em quase todas as matérias e ter sido expulso. No regresso a casa, decide fazer um périplo adiando assim o confronto com a família. Holden vai refletindo sobre a sua curta vida, repassa sua peculiar visão de mundo e tenta definir alguma diretriz para seu futuro. Antes de enfrentar os pais, procura algumas pessoas importantes para si (um professor, uma antiga namorada, a sua irmãzinha) e tenta explicar-lhes a confusão que passa pela sua cabeça. Foi este livro que criou a cultura-jovem, pois na época em que foi escrito, a adolescência era apenas considerada uma passagem entre a juventudade e a fase adulta, que não tinha importância. Mas esse livro mostrou o valor da adolescência, mostrando como os adolescentes pensam.

Título: The Catcher in the Rye (USA), O Apanhador no Campo de Centeio (BR)
Autor: J.D. Salinger
Editora: Editora do Autor
Nº de páginas: 207 páginas

O Apanhador é um daqueles livros que todo mundo leu e tem orgulho disso. O romance mais famoso de Salinger fala sobre a adolescência de Holden em 1950.
Primeiramente, nunca tinha me envolvido muito com o personagem de Holden, achava ele um chato que odiava tudo. Depois percebi que sou igualzinha a ele e isso me fez gostar mais ainda do livro.
Acho que o ponto forte dessa narrativa é que ela se parece demais com a realidade. O jeito que é escrita (não que eu saiba como os adolescentes se comportavem nos anos 50), as gírias usadas, a maneira como Salinger descreve os pensamentos a as ações de Holden, é tudo muito real.
"Seja lá como for, fico imaginando uma porção de garotinhos brincando de alguma coisa num baita campo de centeio e tudo. Milhares de garotinhos, e ninguém por perto - quer dizer, ninguém grande - a não ser eu. E eu fico na beirada de um precipício maluco. Sabe o quê que eu tenho de fazer? Tenho que agarrar todo mundo que vai cair do abismo. Quer dizer, se um deles começar a correr sem olhar onde está indo, eu tenho que aparecer de algum canto e agarrar o garoto. Só isso que eu ia fazer o dia todo. Ia ser só o apanhador no campo de centeio e tudo. Sei que é maluquice, mas é a única coisa que eu queria fazer. Sei que é maluquice."

J'ai Tué ma Mère e Xavier Dolan

Já que já falei do meu livro preferido no post passado, vou falar do meu filme preferido também! "J'ai Tué ma Mère" ou "Eu Matei minha Mãe" é um filme canadense do diretor Xavier Dolan.


Dolan nasceu em Montreal e ficou conhecido por atuar, dirigir e fazer o roteiro do filme "J'ai Tué ma Mère", que recebeu três indicações no festival de Cannes de 2009. Depois de seu sucesso com o primeiro filme, Dolan dirigiu "Les Amours Imaginaires" (com uma pequena participação de Louis Garrel) que teve sua estréia em Cannes ano passado.
O mais curioso e especial sobre Dolan, é que ele tem apenas 21 anos (e é gay <3)!


Sinopse: Hubert (Xavier Dolan) tem 17 anos e não ama sua mãe. Além de só ter olhos para o gosto kitsch, as roupas bregas e pequenos detalhes como a forma que ela come, ele a vê com desprezo. Os mecanismos de manipulação e a culpabilização empregados por ela também não lhe passam desapercebidos e Hubert se vê progressivamente tomado por uma relação de amor e ódio fora do seu controle. Confuso, ele vaga pela adolescência ao mesmo tempo marginal e típica, repleta de descobertas artísticas, experiências ilícitas, amizades e sexo.

Título original: J’ai Tué ma Mère
Lançamento:
2009 (Canadá)
Direção:
Xavier Dolan
Atores:
Anne Dorval, Xavier Dolan, François Arnaud, Suzanne Clément.
Duração:
96 min
Gênero:
Drama

A primeira vez que vi o filme foi na Mostra de Cinema Internacional aqui em São Paulo em 2009, de primeira, não achei tão fantástico como fui achar quando cheguei em casa e pensei sobre o filme. Confesso que minha opinião também foi influenciada pelo fato de Dolan ser só alguns anos mais velho que eu e ter seu filme em Cannes. E ainda mais, ele escreveu a história quando tinha apenas 16 anos.
O filme explora a relação problemática de Hubert com a sua mãe, e é visto como uma obra autobriográfica de Dolan e sua adolescência. Teve várias situações do filme que me identifiquei com essa relação "mãe vs. filho", mesmo não tão forte como é no filme.
O filme ficou por pouco tempo nos cinemas aqui de São Paulo e não sei se virou DVD, mas já tem para baixar na internet!
O trailer, para vocês ficaram com vontade de ver:

Resenha: Looking for Alaska, John Green e estréia do blog!

Hola chicos y chicas! Estou um pouco atrasada com a estréia do blog, queria ter estreiado dia 10 de Janeiro (quem já leu o livro que eu vou falar abaixo sabe o porque) mas não consegui.
Não sei mexer com HTML e essas coisas do tipo, então vou manter um blog simples falando sobre os livros, séries e filmes que eu vejo e gosto.
E vou estreiar aqui com a resenha do meu livro preferido e se você quiser saber algo mais sobre mim, só clicar lá em cima onde estão todos os meus links de todas redes sociais que eu estou presente!



Sinopse: Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras — e está cansado de sua vidinha segura e sem graça em casa. Vai para uma nova escola à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o “Grande Talvez”. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alaska Young. Inteligente, engraçada, problemática e extremamente sensual, Alaska levará Miles para o seu labirinto e o catapultará em direção ao Grande Talvez. Quem é você, Alaska? narra de forma brilhante o impacto indelével que uma vida pode ter sobre outra. Este livro incrível marca a chegada de John Green como uma voz importante na ficção contemporânea.

Título: Looking for Alaska (USA), Quem é você, Alasca? (BR)
Autor(a):
John Green
Editora:
Dutton Books (USA) - Martins Fontes (BR)
Nº de páginas:
221 páginas

Acho que não sou uma pessoa confiável para escrever uma resenha de qualquer livro do John Green. Além de acompanhar religiosamente seus vídeos no youtube com seu irmão Hank (vlogbrothers) também faço parte dos nerdfighters. E sou uma fã assídua, mas vou abafar esse fato.
Quando li Looking for Alaska ainda não existia a tradução para o português: Quem é você, Alasca? (título que particularmente me decepcionou, ainda mais por tirar o K do nome da Alaska, mas detalhes a parte). Talvez seja por isso que eu tenha tanto ciúmes do livro: ninguém conhecia quando eu li. Mas, fico muito feliz por terem traduzido, agora muitos vão ter a oportunidade de ler esse livro e conhecer o autor, John Green, que escreve de um jeito verdadeiro e engraçado e não deixa você tirar os olhos do livro por um segundo qualquer.
O livro todo é narrado por Miles Halter, ou Pudge que se muda para um internato que seu pai havia estudado no Alabama, Culver Creek. O mesmo, era fascinado por últimas palavras e como diz um dos parágrafos mais belos no livro:

"Thomas Edison's last words were 'It's very beautiful over there'. I don't know where there is, but I believe it's somewhere, and I hope it's beautiful."

Miles queria mudar de vida, queria ter novos amigos, namoradas e achava que indo para Culver Creek ia encontrar tudo que queria.
E isso, de certa forma, acontece, mas não do jeito que ele esperava.
Lá ele conhece Chip, seu colega de quarto, mais conhecido como The Colonel, Takumi, Lara e a personagem mais esperada do livro todo: Alaska Young.
Misteriosa, engraçada e o primeiro amor de Miles.
O livro não gira somente em torno de Miles, Alaska e seus amigos escapando para beber e fumar no campus do internato ou pregando peças em outros colegas, mas também na busca do "Grande Talvez".
"François Rabelais. He was a poet. And his last words were 'I go to seek a Great Perhaps.' That's why I'm going. So I don't have to wait until I die to start seeking a Great Perhaps."
Penso que todos nós estamos a procura de um Grande Talvez, todas as dúvidas e possibilidades sobre o futuro que temos e iremos encontrar.
De todos os livros YA que eu já li, considero esse o melhor. John Green conseguiu me prender aos personagens e me identificar com eles. Não é um livro pesado e que precisa de toda uma análise para ler, mas também não é uma chick lit que você lê em um dia e não muda nada na sua vida.
Espero ler a tradução logo para ver como ficou, e ler também outro dois livros do Green que eu estou doida para ler (quando eles chegarem mês que vem, eu leio e faço as resenhas.)
E para finalizar, o quote mais conhecido do livro:
"So I walked back to my room and collapsed on the bottom bunk, thinking that if people were rain, I was drizzle and she was a hurricane."